quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

2011: O Ano dos Protestos

A revista Time considerou como "Figura do Ano" o "Manifestante" (The Protestor).





De facto o ano ficou marcado por uma série de protesto, uns mais violentos que outros, dos Estados-Unidos, à Europa, com principal destaque para a Grécia, Itáloia e Espanha, passando por África e pelo Médio Oriente, com casos como a Líbia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Egipto ou Síria, e na Ásia, em países como  Austrália, Nova Zelândia, Japão e até alguns "tímidos" protestos na China.

Tugas: Os porreiraços

Os Portugueses sempre foram uns porreiros: mais uma prova...

Merkel "pisca o olho" a Passos
Portugal tem nos últimos tempo encetado um série de medidas para resolver, pelo menos no curto prazo, alguns dos problemas estruturais. Até ao momento tem resolvido os problemas momentâneos à custa do aumento de impostos. Eu e os portugueses continuamos a  aguardar, com enorme ansiedade, pelos resultados dos nossos sacrifícios...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Orçamento de Estado 2012

Mais uma vez ficam adiadas as medidas estruturais tão apregoadas pelos nossos governantes e das quais o país carece com urgência.
Estamos na presença de mais um orçamento do tipo socrático...
Não ponho em causa a necessidade das medidas, nem a justiça das mesmas. Longe disso. Questiono sim, quais são as medidas/ideias de futuro? Que rumo vamos dar à economia portuguesa? Quais os ajustes estruturais que o Sr. PPC, e seu governo, pretendem implementar?

Trata-se assim de um episódio deja vu, apenas com outros sacrifícios, outras ideias, mas na sua essência é apenas mais um conjunto de medidas, severas, que impõem sacrifícios duros aos portugueses, e que à semelhança dos famosos PECs não resolvem os problemas de Portugal. Até podem resolver os problemas momentâneos, que são graves e precisam de ser resolvidos, mas nada fazem na essência do problema.

Precisamos de medidas com visão globalizante e estruturante do país, nomeadamente medidas que reduzam a despesa do Estado no Longo Prazo e não apenas no curto prazo, de medidas que estimulem a economia e o sector privado, porque desta forma estamos a adiar, mais uma vez, o problema do défice e da dívida pública.

Mas, com certeza que esta foi apenas a apresentação das medidas mais impopulares dos próximos orçamentos, ficando para depois a apresentação das medidas estruturais, dos estímulos à economia e às empresas, entre outras boas noticias.
Assim esperemos...

R.I.P. Steve


É unânime, Steve Jobs mudou o mundo, ou pelo menos a forma como o vemos hoje em dia. Quando em 1984 disse a Jonh Sculley “Queres vender água com açúcar para o resto da tua vida ou queres juntar-te a mim e mudar o mundo?” não podia estar mais certo.


Podemos não ser apple addicteds mas temos que reconhecer o génio de Steve Jobs e os seus grandes icon's (designados hoje em dia por gadgets) da era moderna, como o iPod, o McBook Air, o iPhone, ou o iPad.


Sem dúvida uma grande perda para a Apple, para a industria das TIC e para todos nós - consumidores.


Fica aqui a minha pequena homenagem....

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Casa dos "Degredos"

Começou mais uma edição de esta excelente série televisiva, dotada de alto teor informativo, cultural e didáctico. 
Desta vez os concorrentes são particularmente desenvolvidos... Enganei-se os mais desatentos, que eu não falo em desenvolvimento mental, não... Estava a falar em desenvolvimento muscular...
Estas personagens são escolhidas "a dedo"... Fazem do vicio e do ócio a sua forma de estar na vida e ainda se orgulham disso...
Ridículo...


E assim vai o nosso país... De buraco em fosso, até não poder afundar mais...
E o que mais me preocupa é que o mal é geral... Do Continente à Madeira, dos jardins ao pantanal... 

Quando vamos bater no fundo?? Quando pensávamos que já o tínhamos atingido, eis que surge mais um abanão... 

Mas também o que esperar de um povinho sem nada na cabeça???



sexta-feira, 3 de junho de 2011

São Rosas meu Senhor...

Ryanair "agradece" com rosas a greve da TAP - Expresso

Já dizia Inês de Castro: "são rosas, meu senhor". Mas neste caso o sucesso da Rynair não se deve a nenhum milagre, pelo contrário. Deve-se a muito trabalho e dedicação.


Mais uma situação insólita no panorama nacional. Desta feita, a Ryanair enviou um buque de 10 rosas ao Sindicato Nacional de Aviação Civil, depois de este ter decretado mais uma greve de 10 dias. Ora, é uma rosa por cada dia de greve, mas para a companhia irlandesa representa muito mais que isso. São milhões de euros em receitas durante o período. Já para a TAP e segundo estimativas da própria companhia esta nova greve de 10 dias, irá custar aos cofres da companhia aérea portuguesa cerca de 50 MILHÕES de Euros. Para além deste valor, irá custar, mais uma vez, uma redução imagem e na confiança dos consumidores na TAP.




Em tempos de crise, pede-se aos sindicatos que haja bom senso quando se convocam greves, pois o direito constitucional à greve tem sido, nos últimos anos prostituído pelos diversos sindicatos nacionais. A greve deve ser adoptada como último recurso e apenas em situações excepcionais. Quando usada de forma avulsa os efeitos que causa só são nefastos para as empresas e, em última análise, para os próprios trabalhadores.


Esta situação assume contornos mais graves quando a companhia aérea nacional apresenta prejuízos significativos e quando os tripulantes da TAP têm salários e outras regalias muito superiores aos das companhias low cost. 



Daniel de Carvalho, da Ryanair afirma: "Colocámos estes dinossauros do SNPVAC no topo da nossa lista de envio de cartões de Natal pelos seus contínuos esforços em encorajar os passageiros da TAP a mudar para o serviço sem greve e de tarifas baixas da Ryanair. Pensamos que o SNPVAC é um sindicato tristemente equivocado e iludido". 






A omelete de Sócrates

Ovos atirados do exterior interrompem discurso de José Sócrates - DN


De incidente em incidente a nossa campanha eleitoral lá vai andando bastante animada. Fala-se muito, sobre muita coisa, mas não se diz nada. Pode parecer mais um chavão, entre tantos outros, mas infelizmente é o retrato da realidade. Os assuntos efectivamente importantes, com os quais o país e os portugueses se deviam preocupar ficam na gaveta para mais tarde serem abordados. E continuamos nisto... De episódio em episódio se vão fazendo capítulos desta nossa novela mexicana, mas à boa moda portuguesa.


Se a memória não me atraiçoa, esta moda dos ovos começou em Novembro de 2008, quando a então Ministra da Educação - Maria de Lurdes Rodrigues - foi recebida numa escola de Fafe dessa forma. Na altura os ovos foram arremessados por alunos, no entanto estes foram incentivados pelos seus pais e professores. Se bem se lembram, começa nessa altura uma a 3 Guerra Nacional - a luta contra a avaliação de professores.


Daí para cá, com a crise instalada, as omeletes entraram na dieta dos portugueses e aqui e ali temos assistido a episódios destes. O mais recente aconteceu ontem, tendo como menu principal José Sócrates. Não posso deixar de criticar estes manifestantes que, em tempos de crise, desperdição ovos desta maneira. O objectivo é protestar contra Sócrates, no entanto, estas pessoas apenas estão a contribuir que ele ganhe mais votos.
Ora, já reparam com certeza que a estratégia de Sócrates para estas eleições (que à partida estariam perdidas) foi claramente a estratégia da vitimização. Episódios como este só servem para corroborar ainda mais a teoria da conspiração deste senhor. Se a isto juntarmos o excelente trabalho que Passos Coelho tem feito à frente do PS (sim PS, porque este senhor faz campanha pelos dois partidos) corremos o sério risco de continuarmos mais 4 anos com José Sócrates em São Bento.


E assim continuamos com este (des)governo colectivo, que sem travões conduz o país para o precipício. É urgente mudarmos de rumo, e quando digo rumo, não falo apenas em mudarmos de governo ou de PM, falo em algo mais abrangente. É preciso mudar de politicas, porque mudar apenas as caras não chega. É preciso mudar mentalidades, porque o desrespeito pelas pessoas e para com o património público não pode continuar. É preciso instalarmos uma cultura de trabalho, que premeie o mérito e o esforço individual. Só assim conseguiremos atingir a rota do sucesso e do crescimento económico.