sexta-feira, 3 de junho de 2011

A omelete de Sócrates

Ovos atirados do exterior interrompem discurso de José Sócrates - DN


De incidente em incidente a nossa campanha eleitoral lá vai andando bastante animada. Fala-se muito, sobre muita coisa, mas não se diz nada. Pode parecer mais um chavão, entre tantos outros, mas infelizmente é o retrato da realidade. Os assuntos efectivamente importantes, com os quais o país e os portugueses se deviam preocupar ficam na gaveta para mais tarde serem abordados. E continuamos nisto... De episódio em episódio se vão fazendo capítulos desta nossa novela mexicana, mas à boa moda portuguesa.


Se a memória não me atraiçoa, esta moda dos ovos começou em Novembro de 2008, quando a então Ministra da Educação - Maria de Lurdes Rodrigues - foi recebida numa escola de Fafe dessa forma. Na altura os ovos foram arremessados por alunos, no entanto estes foram incentivados pelos seus pais e professores. Se bem se lembram, começa nessa altura uma a 3 Guerra Nacional - a luta contra a avaliação de professores.


Daí para cá, com a crise instalada, as omeletes entraram na dieta dos portugueses e aqui e ali temos assistido a episódios destes. O mais recente aconteceu ontem, tendo como menu principal José Sócrates. Não posso deixar de criticar estes manifestantes que, em tempos de crise, desperdição ovos desta maneira. O objectivo é protestar contra Sócrates, no entanto, estas pessoas apenas estão a contribuir que ele ganhe mais votos.
Ora, já reparam com certeza que a estratégia de Sócrates para estas eleições (que à partida estariam perdidas) foi claramente a estratégia da vitimização. Episódios como este só servem para corroborar ainda mais a teoria da conspiração deste senhor. Se a isto juntarmos o excelente trabalho que Passos Coelho tem feito à frente do PS (sim PS, porque este senhor faz campanha pelos dois partidos) corremos o sério risco de continuarmos mais 4 anos com José Sócrates em São Bento.


E assim continuamos com este (des)governo colectivo, que sem travões conduz o país para o precipício. É urgente mudarmos de rumo, e quando digo rumo, não falo apenas em mudarmos de governo ou de PM, falo em algo mais abrangente. É preciso mudar de politicas, porque mudar apenas as caras não chega. É preciso mudar mentalidades, porque o desrespeito pelas pessoas e para com o património público não pode continuar. É preciso instalarmos uma cultura de trabalho, que premeie o mérito e o esforço individual. Só assim conseguiremos atingir a rota do sucesso e do crescimento económico.

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