quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pintura das Escadas Monumentais em Coimbra pela CDU

"Tempestade num Copo de Água"


As escadas são de todos. Estraga a tua parte...


As escadas monumentais de Coimbra surgiram no início desta semana com uma pintura nova.


Desde então muita tinta tem corrido sobre o assunto. Tudo começou quando um grupo de estudantes resolveram manifestar-se contra tal acto que consideram de "vandalismo". O protesto ganha contornos mais pitorescos porque ocorre precisamente no momento em que Jerónimo de Sousa discursava, junto às ditas escadas, aos seus camaradas comunistas de Coimbra.


A CNE (Comissão Nacional de Eleições) a propósito do assunto vem lembrar que "aquele que roubar, furtar, destruir, rasgar ou por qualquer forma inutilizar, no todo ou em parte, ou tornar ilegível, o material de propaganda eleitoral afixado ou o desfigurar, ou colocar por cima dele qualquer material com o fim de o ocultar será punido com a pena de prisão até seis meses e multa de 4,99 a 49,88 euros". Como as Escadas Monumentais não se encontram classificadas como Monumento Nacional esta pintura não é ilegal (segundo a CNE). 


Agora pergunto eu: Mas fazer pinturas, sejam elas quais forem, em património público já por si não é ilegal?? Ou se forem políticas a lei é diferente? (todos nós sabemos que a lei tem duas caras e duas aplicações consoante o réu, mas...)


Para mim é igual a qualquer outro graffiti ou tag que se pode facilmente encontrar nas paredes e muros de qualquer cidade.


Muito gente vê no protesto uma limitação há liberdade de expressão. Também não me parece. 
Será que é preciso ser muito iluminado para perceber que o protesto tinha por trás razões politicas? Caramba, estamos em tempo de eleições!! Portanto, é fácil concluir que se tratou de uma manifestação "anti-comunista", organizada por elementos de outros partidos.


Agora faço outra questão que ainda ninguém colocou. Dirijo-a à CNE e aos autores da pintura: Quem vai limpar a mesma quando acabar o período de eleições?


Por isso, resta manifestar-me contra a destruição ou degradação do património público (ou seja, é de todos) seja qual for o seu propósito.É preciso acabar com o lema: "é de todos, estraga a tua parte". E evoluirmos para uma mentalidade mais avançada, mais condizente com o século XXI e um país/povo desenvolvido que gostamos de apregoar. Porque não adoptarmos a causa: "é de todos, preserva a tua parte"?

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